Ficou dia 24 de Março a ser conhecido o novo portal de gestão de escalas do INEM.
Até este dia, tinha sido sonegado aos colaboradores do INEM a organização dos meios assim como os horários de funcionamento das ambulâncias e meios que não efectuam serviço 24h/dia, que ainda não estão perfeitamente definidos em alguns casos.
E mesmo quando o portal entrou em funcionamento, a confusão e falta de informação é de tal ordem grande, que muitos colegas não sabem a escala geral das suas respectivas ambulâncias, e noutros meios o horário não coincide com a escala geral, já para não falar das “deslocações” que estão a ser feitas a inúmeros colegas.
Ainda neste capítulo, notou-se que um pouco por todo o País foram “fechadas” algumas ambulâncias de forma muito pouco transparente. Ao estar a dizer isto, corro o risco de me dizerem que “não temos nada com a gestão de meios do INEM”, mas até temos.
A gestão dos meios assim como os seus horários de funcionamento, interferem directamente nas escalas dos colaboradores, de forma directa e indirecta no que diz respeito a trocas e acumulação de turnos e consequentemente na vida dos colaboradores.
O rollman não está a ser aplicado de forma igual a todos os meios, sendo que muitos meios não têm rollman, nem nada que se possa apelidar de parecido.
Pergunto-me se a escala fosse feita pelos responsáveis das ambulâncias o resultado não tinha sido melhor e com mais qualidade?
Foi ainda proposto pelo CD colocar os meios MOTA e Recém-nascidos a trabalhar com turnos de 12h.
Depois de 2 meses de incertezas, conflitos e muito suor para se retirarem as 12h e encontrar um consenso, estes “senhores” acabam por propor que um grupo restrito de colaboradores tivesse o PRIVILÉGIO de poder manter as 12h sendo que 4 delas seriam extra!
Já é mau conceberem essa hipótese, ainda mais para um grupo restrito de TAE’s, privando a maioria do mesmo modelo de horário, tornando assim claro que sempre existem TAE’s de “primeira” e TAE’s de “segunda categoria”, e demonstra uma falta de moralidade grotesca, e uma falta de respeito para com os colaboradores.
Demonstra ainda que havendo vontade, os turnos de 12h SÃO POSSIVEIS!
Os TAE escolheram o modelo de 8h em 3 turnos como já é conhecido, e TEM de ser igual para todos. Afinal foi essa a “desculpa” que o CD usou para se alterar os horários: “Legalidade igual para todos”.
Infelizmente o CD insiste em criar desigualdades, ao propor horários intermédios de 8h nos períodos das 9h ás 17h e/ou das 10 ás 18h, imediatamente rejeitados pelo STAE.
Mas que não se julgue que esta direcção já acabou de brincar aos “gestores de vão de escada”.
O próprio “programa” de gestão das escalas é de tal forma grotesco, confuso, de difícil interacção que faz ter saudades do tempo das escalas em papel, que além de chegarem a tempo e horas ás bases, eram claras e de simples interpretação.
O INEM pelo seu CD decidiu fazer tudo em cima do joelho e os resultados estão à vista, demonstrando incompetência e irresponsabilidade, ao colocar em todo o País o programa de gestão de escalas sem terem sido efectuados os respectivos testes e assegurado um período de transição.
Os sucessivos erros do programa estão e vão colocar em causa o bom funcionamento do serviço de ambulâncias, tendo como único responsável o INEM, pois foi alertado para as consequências atempadamente.
É aconselhado imprimir a escala, para que não haja dúvidas nem possamos ser “acusados” de incumprimento de serviço caso as coisas se compliquem.
As informações vão-me chegando a conta-gotas, mas fica a promessa de clarificar e expor as alterações provocadas pelo INEM nas ambulâncias, de forma clara, analisando as consequências de tais alterações.
Basta para isso que em todo o Instituto os colegas consigam perceber como vão funcionar os meios a que estão afectos.
Em relação ao pagamento das horas de descanso compensatório relativamente aos feriados e horas extra realizadas entre 2005 e 2010, foi dito pelo CD (DRH) que para além do subsídio de turno correspondente a 25% do ordenado base, receberíamos também “horas de qualidade” em função da escala.
Quem fizer mais noites e ou fins-de-semana teria um vencimento superior, e que as horas extra efectuadas fora dos dias de descanso obrigatório ou complementar não teriam direito a dia de descanso compensatório, o que reduziria o acerto de horas.
Ora nada de mais falso, ridículo e demonstrador de uma total falta de conhecimento do funcionamento do seu próprio departamento. A isto chama-se misturar “alhos com bugalhos” e meter os pés pelas mãos.
Tais afirmações demonstram que o INEM não sabe como são efectuados e processados os pagamentos dos seus trabalhadores, pois NUNCA nenhum TAE recebeu remuneração extra só por trabalhar noites ou fins-de-semana.
Mas no final a directora dos recursos humanos (que por esta altura faz lembrar a sua antecessora) tem a distinta lata de dizer que não sabia e lamentava o erro dos seus serviços, mas que estes se baseiam nos dados que as delegações enviam.
SEM QUERER TROPEÇOU NO VERDADEIRO PROBLEMA!
Este assunto está de tal forma confuso que nem o INEM sabe o que paga a quem, nem porquê!
E parece que a culpa é das delegações…
Por esta altura já podíamos encher um camião de areia, tanta é a que nos atiram para a cara.
Mais uma vez fica adiada a resolução deste problema, FALHANDO assim o período que tinha sido acordado pelo INEM.
Em relação ao fardamento a situação é de tal forma caótica, que existem TAE’s (de 2005, 2006 e 2007) que nunca trocaram farda.
Mas em compensação os elementos da Logística e Telecomunicações já dispõem de novo fardamento!
A solução é apresentarmo-nos à civil, já que o INEM não tem capacidade de resposta, apesar de já ter sido alertado inúmeras vezes que esta situação poderia acontecer.
Incompetência e falha das promessas deste CD, já faz lembrar a actual situação política do País.