sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Politiquices"


Ambulância em serviço de urgência mandada retirar para carro de ministro passar.


Uma ambulância do INEM em serviço de urgência a uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte foi obrigada a abandonar a rua onde se encontrava para deixar passar o carro do ministro da Justiça, revelou ontem a TVI. 
O caso, confirmado pelo INEM, aconteceu na passada quinta-feira, por volta das 12h30, e indignou os vizinhos que relataram o episódio à TVI. Os homens do instituto de emergência assistiam uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte no interior sua casa, na Rua da Quintinha, enquanto a ambulância aguardava para a transportar ao hospital. Como é norma o veículo fica ligado a assinalar a urgência enquanto os técnicos do INEM socorrem a vítima. 

Enquanto a idosa era assistida, um elemento da PSP, que faz a segurança do ministro Alberto Martins, ordenou que a ambulância fosse retirada do local para o carro do ministro, que mora perto, passar. A viatura ao serviço de Alberto Martins ia buscar o ministro a casa.

Ambulância acabou por regressar à residência da idosa algum tempo depois, segundo os vizinhos, e acabou por transportar a doente ao hospital. 

O INEM revelou à TVI que o incidente não afectou o socorro da vítima que já está em casa após internamento hospitalar. O responsável pela comunicação do INEM afirmou que por norma ninguém pode mudar uma ambulância de local.

Contactado pela estação de televisão, o gabinete do ministro Alberto Martins disse desconhecer em absoluto a situação. 
Já a PSP garantiu que os agentes podem retirar uma ambulância de um local por motivos de força maior.
(Notícia em Público)

Sem comentários...

Helicóptero do INEM muda-se para Baltar.


O heliporto de Baltar vai acolher um helicóptero do INEM. O equipamento que até agora estava estacionado no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, chega na próxima terça-feira, 1 de Março, e a sua permanência está garantida para os próximos seis meses.
Depois disso, será o Ministério da Administração Interna, através da Empresa de Meios Aéreos (EMA), a definir onde ficará colocado, definitivamente, o helicóptero.
(Notícia completa em Verdadeiro Olhar)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Horários propostos.



Decorreu ontem (24 Fevereiro) em Coimbra a Assembleia Geral Extraordinária do STAE com vista a solucionar o problema que tem sido levantado pelos horários aprovados na 1ª AG.

Após, ter dado entrada no CD INEM uma petição com mais de 100 assinaturas de trabalhadores da DLVT, com o objectivo de tentar impedir a entrada em funcionamento do horário previamente aprovado em AG, o INEM apresentou nova proposta ao STAE, relativamente ao horário de trabalho.

(Correcção: O INEM não apresentou a nova proposta, mas sim o STAE, que solicitou que se pudesse acumular o turno da tarde com o da noite, antes da entrada da referida petição, ao que o INEM afirmou que caso fosse aprovada, seria aceite pelo CD.
Fica a rectificação e o pedido de desculpas pelo erro.)

Proposta essa de turnos de 8h (como já tinha sido apresentado), mas desta vez com possibilidade de acumular o turno da tarde com o turno da noite, perfazendo assim 16h de trabalho consecutivo.

Assim ficou decidido em AG que o horário que o STAE vai defender perante o CD INEM é:


"00 horas - 08 horas
08 horas - 16 horas 
16 horas - 24 horas"


e a rotatividade

"Noite, Manhã, Tarde, Folga, Folga, Noite, Manhã, Tarde, Folga, Folga"

"Ficou também definido que sempre que o turno da tarde após a rotatividade normal seja efectuado a uma quinta-feira, seguido de folga na sexta e sábado, iremos propor ao INEM que no acerto de horas o INEM credite a folga extra ao Domingo, ficando assim os TAE com 3 dias de folga de Sexta a Domingo" STAE.
Tendo em conta os diversos horários de funcionamento das SBV e SIV, assim como o número reduzido de turnos (nocturnos ou diurnos) em algumas ambulâncias, e para que a rotatividade possa funcionar em pleno e permitir as trocas (para se poder acumular os referidos turnos de tarde com noite), os grupos de ambulância, tal como são hoje conhecidos irão sofrer grandes alterações.
Pessoalmente entendo que irão mesmo desaparecer.

Deste modo, poderão os TAE ser deslocados para outras SBV ou SIV que habitualmente não fazem, quer sejam perto ou longe. Nestes casos se as deslocações forem superiores a 35Km da base original (principal centro de custos dos actuais grupos onde estamos alocados), o INEM pagará ajudas de custo de deslocação.
Esta decisão prende-se não só com a rotatividade dos turnos, mas também como uma questão financeira para o INEM. É mais barato pagar ajudas de custo de deslocações, do que um turno extra!

O que se consegue perceber é que quem agora está "à porta de casa", pode amanha ter que fazer mais 50Km, ou 100Km, ou mesmo 200Km, para se deslocar para o seu posto de trabalho.
Nestes casos, e tendo em conta as distancias a percorrer, os colegas terão de se levantar substancialmente mais cedo, e o problema que se levantou com o horário que tinha como entrada as 7h da manhã, mantém-se!

Onde deixar os filhos se tivermos que sair de casa 1h ou 1h30 mais cedo, para efectuarmos turno fora das ambulâncias a que estamos habituados? Transportes? Com a agravante que em turnos de 8h, estamos a falar de uma média mensal de 18 a 19 turnos.

Não se pode colocar a questão "como posso fazer trocas se só tenho mais 5 ou 6 ou 7 colegas no meu grupo de ambulâncias? Com quem consigo realmente trocar?".
Com este novo "sistema" e deslocalização dos TAE, certamente não irão faltar colegas e ambulâncias para se efectuarem trocas.

Má imagem!




O INEM considera que o expediente usado pela PSP para pôr fim ao sequestro de uma mulher na zona Multibanco de uma agência bancária no Porto levanta questões muito pertinentes, muito embora não queira divulgar a sua posição sobre este caso. 
Comentando o facto de a polícia ter usado um agente disfarçado de elemento do INEM para atacar o sequestrador, fonte oficial deste instituto confirmou ainda que não há qualquer acordo ou protocolo entre as duas entidades que admita este comportamento da PSP.
A TSF contactou também o gabinete de relações públicas da Direcção Nacional da PSP, que explicou que não comenta procedimentos tácticos, não tendo nem confirmado nem desmentido que o agente se fez passar por elemento do INEM. 
Por seu lado, o presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar considera que o caso de futuro pode causar dificuldades ao quadro feito pelos elementos do INEM, muito embora tenha admitido que o estratagema deu certo. 
«A outra leitura que se faz é que a imagem do técnico de emergência na comunidade em geral é reconhecida como sem imagem policial e muitas vezes intervimos em situação de risco com a segurança garantida pelos próprios intervenientes porque reconhecem esse papel», explicou Nelson Teixeira Baptista.

(Notícia completa em TSF)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Desqualificar; "parcializar"...




Deliberação nº 3 de 2011 do CD INEM - Regulamento de uso de veículos do INEM.

Artigo 3º

Tipologias de veículos
(...)
b) Veículos especiais, destinados à satisfação de necessidades de transporte, especificas e diferenciadas, designadamente, afectos ao transporte de equipas médicas, transporte e estabilização de doentes em situações de urgência e emergência, situações de excepção (...)
Esta deliberação, no que se refere ao artigo 3º, não faz menção à obrigatoriedade de ser detentor de formação de condução de veículos prioritários.
Segundo esta deliberação, qualquer trabalhador com licença válida de condução para os veiculos em questão, pode de facto conduzir, em marcha prioritária, mesmo que não tenha a formação para tal.

Curso de condução, esse, que é factor eliminatório em caso de chumbo, para a "carreira" TAE.
Curso esse, que custa milhares de euros ao INEM a ser leccionado.
Curso que pela sua natureza é fundamental ao bom funcionamento do SAE.

Espero que tenha sido um "lapso", e que seja rectificado rapidamente, e antes que seja publicado em Diário da República, revogando assim todas as determinações ou disposições anteriores.

Segundo o STAE, e bem "A verificar-se, dá-se um retrocesso nos procedimentos de segurança e nesta área de formação do INEM, para além de por em causa não só a segurança dos veículos bem como dos trabalhadores e terceiros"

Artigo 9º

Habilitação para condução de veículos ligeiros de serviço especial.
Os veículos ligeiros de serviço especial do INEM, IP, são conduzidos exclusivamente por trabalhadores do INEM, IP, detentores de licença de condução válida, no âmbito da dependência hierárquica, administrativa e funcional do serviço ao qual estiverem adstritos. 

Artigo 10º

Habilitação para condução de veículos especiais.
1- Os veículos especiais do INEM, IP, podem ser conduzidos, para além dos elementos referidos no artigo 9º, por elementos afectos ao SIEM, detentores de licença válida para o veiculo em questão.
2- Nos casos em que o estado da vitima justifique o seu acompanhamento por um enfermeiro, as VMER podem excepcionalmente ser conduzidas até a unidade de saúde de destino, por tripulantes de ambulância, ainda que não sejam trabalhadores do INEM, IP.

Ou seja a legislação exige o averbamento da licença de condução (Grupo 2).
O INEM encontra-se a resolver o problema que afecta 80% dos colegas até Outubro, entretanto delibera que só quem é "detentor de licença válida" pode conduzir os veículos em questão!
De relembrar que o mesmo se aplica a outras entidades afectas ao SIEM.

Artigo 16ª

Inquérito e procedimento disciplinar.
1 - Sempre que ocorra um sinistro é aberto um inquerito, com vista a serem averiguadas as circunstancias em que aquele se verificou.
2 - Caso se comprove dolo ou negligencia do condutor, deve ser instaurado o respectivo processo disciplinar.
3 - Existindo danos, os mesmos podem ser imputados ao culpado, sob a forma de direito de regresso nos termos gerais, e tomando em consideração o grau de culpa apurado.
Em caso de culpa em acidente, os danos nas viaturas podem ser imputados aos colegas responsáveis pelo acidente.
Como é avaliado o "grau de culpa"? Por quem? Pouco claro...

Artigo 2º

Veículos do INEM, IP.
(...)
2 - A cedência de veículos especiais do INEM, IP, a outras entidades, no âmbito do SIEM, é objecto de regulamentação especial.

Este ponto exclui a aplicação deste regulamento aos postos PEM, que segundo o STAE cria "claramente critérios diferentes no que concerne à imputação de responsabilidades. Desta maneira solicitamos explicações relativamente a este ponto, pois não aceitaremos aplicação de normas mais desfavoráveis aos TAE do que as que são aplicadas aos postos PEM".

Este documento na sua generalidade, obriga a uma maior responsabilização dos TAE, abdicando da formação especifica para a condução de veículos prioritários, mas ao mesmo tempo dá mais autonomia em relação aos parceiros do SIEM, deixando assim que qualquer tripulante de outras entidades possa conduzir (neste caso) uma VMER, mas sem os responsabilizar em caso de acidente, enquanto que os TAE serão responsabilizados consoante o "grau de culpa".

É caso para se dizer, se tivermos que "partir um pisca", que seja com a farda dos bombeiros ou da cruz vermelha, assim não nos serão imputados os custos em caso de culpa.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

INEM empata... os TAE esperam...



O STAE reuniu mais uma vez com o CD INEM, para abordar temas que já haviam sidos discutidos, resolvidos e emitidas deliberações sobre os mesmos.
Mas as delegações teimam em não cumprir. Mudou o CD INEM, mas os delegados regionais e o pessoal “qualificado” nas delegações continua o mesmo!


- Contagem das horas mensais não está a ser feita conforme deliberado pelo Conselho Diretivo ao nível das Delegações Regionais assim como o crédito das horas do estatuto de trabalhador estudante com o mesmo número de horas dos turnos; 
Tanto o vogal do Conselho Diretivo como a Diretora do Departamento de Recursos Humanos mostraram espanto e desagrado pela situação, dado que para além da deliberação, foram já dados esclarecimentos adicionais aos Delegados Regionais no sentido de tal ser aplicado com efeitos imediatos.

- Acerto dos feriados e períodos de descanso compensatório relativo ás horas extras realizadas; 
O INEM referiu que ainda está dentro do prazo acordado com o STAE para a resolução final (fim do primeiro trimestre) 
- Realização de turnos CODU por TAE que não o pretendem fazer; 
O INEM disse que a informação que tem dos Delegados Regionais é que todos os TAE que estão a fazer cumulativamente CODU e ambulância estão por vontade própria.

O STAE expôs a falsidade da informação, pelo que o INEM solicitou que todos os elementos que não pretendam fazer CODU, ou seja, que apenas pretendam fazer ambulância façam chegar essa informação ao Conselho Diretivo do INEM.
O STAE solicita que esse pedido seja feito com o nosso conhecimento para posterior controlo da situação.

Esta afirmação do INEM, só demonstra a falta de conhecimento acerca do funcionamento das suas delegações e dos seus funcionários!
Quero acreditar que alguns colegas o façam de livre vontade, mas dizer que TODOS os TAE que fazem ambulância e CODU e por iniciativa própria, só pode ser tão ridículo, quanto a "fonte" que o CD cita.

Não está difícil de perceber que ainda existem departamentos "a limpar".
E mais fácil está de se ver que teimam em nos dividir para conquistar, por isso caros colegas, como alguém dizia, vamos abrir os olhos sim, mas abrir para ver a realidade e não o que queremos ver.

Quanto mais se luta, maior é a resistência que vem de onde menos se espera.
Aos Srs Delegados Regionais que teimam em não cumprir as deliberações do CD INEM (como sempre) já só resta uma coisa: SAIAM e deixem trabalhar quem quer, quem sabe e quem pode fazer melhor pelo INEM e pelos seus trabalhadores.

INACEITÁVEL um instituto vir dizer ao sindicato "Já demos ordens nesse sentido", mas as coisas não aparecem feitas.
INACEITÁVEL ouvir dizer de um CD que "a informação que tem dos Delegados Regionais é que todos os TAE que estão a fazer cumulativamente CODU e ambulância estão por vontade própria" quando por diversas vezes este assunto foi abordado em reuniões com o STAE com informações contrárias!

O INEM, e o seu CD não tem mão nos delegados regionais? A solução parece-me evidente.


- Implementação em pleno da coordenação de TAE pelos seus pares; 
Em conjunto com a implementação dos novos horários e das novas aplicações informáticas, serão também criados agrupamentos de ambulâncias geograficamente próximas.

Apesar de não ser possível em todos os casos pelo isolamento de alguns meios, esta situação permitirá a rotação das equipas entre mais que uma ambulância, nomeadamente a rotação entre meios SIV e SBV onde estes forem próximos. 
O objectivo é facilitar a gestão de pessoal, nomeadamente as trocas, e ao mesmo tempo permitir que os TAE mantenham o seu Know-how entre nos meios SBV e SIV e eventualmente em meios com realidades de casuística diferentes. 
No entanto esta matéria ainda vai ser analisada muito detalhadamente pelo STAE com o INEM.

Isto implicará que:
- Os TAE das SIV fiquem também sob a coordenação de TAE e que o seu horário seja
controlado por estes;
- Os TAE sejam avaliados por TAE conforme a legislação impõem;
- Não se percam competências entre meios SIV e SBV e meios de menor casuística; 
Assim, a coordenação plena de TAE pelos seus pares será para breve em todo o país.

 Estamos cá para ver!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Médico e enfermeira do INEM feridos em acidente.


Um médico e uma enfermeira do INEM ficaram feridos no despiste de uma ambulância, seguido de atropelamento, na A24, em Vila Pouca de Aguiar.
Uma Viatura de Emergência Médica e Reanimação (VMER) do INEM despistou-se, esta tarde, possivelmente devido ao mau tempo, na A24, sentido Vila Real-Chaves, perto de Vila Pouca de Aguiar.
Quando saíram da viatura, após o despiste, cerca das 13.40 desta quarta-feira, médico e enfermeira do INEM terão sido colhidos por uma outra viatura, disse ao JN fonte da GNR.
No entanto, de acordo com os Bombeiros de Vila Real, só o médico foi atropelado. Ambos os profissionais de saúde sofreram ferimentos considerados graves e foram transferidos para o Hospital de Vila Real.
O condutor da outra viatura sofreu ferimentos ligeiros e terá recusado assistência hospitalar.
(Notícia em JN)

Correcção ao JN. Não foi despiste de ambulância, mas sim da VMER.
Desejos de rápidas melhoras ao médico e enfermeira.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O INEM brinca, e o STAE vai atrás!



No passado dia 28 de Janeiro, como é sabido, decorreu em Coimbra a AG do STAE, onde os associados votaram a posição que o STAE iria defender perante o INEM relativa ao novo horário de trabalho.

E o que ficou decidido foi o já conhecido horário 00h-07h + 7h-17h + 17h-24h, entretanto aceite pelo INEM.

Ora, como nem todos ficamos satisfeitos (não se pode agradar a Gregos e Troianos), o INEM volta atrás com a palavra de que não iria permitir horários de 8h com acumulação de turnos, colocando assim um horário que anteriormente havia retirado das negociações (assim como o STAE), por entender que a carga horária seria excessiva.

Ou seja, o INEM mostra-se agora disponível para aceitar o horário de 3 jornadas (00h-8h + 8h-16h + 16h-24h), com possibilidade de acumulação do turno da tarde com turno da noite, dando o dito por não dito!

Até aqui este horário era impraticável para o INEM pois permite que se trabalhe 16h consecutivas e como tal não foi levado pelo STAE á AG.

Passados que estão 15 dias o INEM já não encontra nenhum entrave para que tal aconteça.

No entanto não permite que se faça 00h-08h e de seguida 16h-24h, já que isso implica 16h de trabalho no mesmo dia!

Questões legais á parte, o STAE vai realizar uma AG extraordinária para levar a votação os dois horários em questão no próximo dia 24 em Coimbra.

Questões legais á parte, depois desta votação se o INEM decidir propor outro horário, talvez porque tal seja conveniente, voltaremos a ter outra AG extraordinária?
O STAE vai andar á boleia das vontades do CD do INEM nesta matéria?
Porque não foi este horário apresentado antes? O que mudou?

Quer-me parecer que alguém está a querer fazer os TAE’s passar por lorpas, fazendo e desfazendo os horários de trabalho como bem lhe (lhes) aprouver, e lançando a confusão, discórdia e divisão entre nós!

Supúnhamos que o horário aprovado é novamente 00h-07h + 7h-17h + 17h-24h!

Irá o INEM apresentar novamente outra alternativa de horário? E posteriormente nova AG do STAE?
Até quando vai o jogo do gato e do rato?

Melhor que votar uma proposta do INEM (uma ou mais), é em AG os associados “criarem” um horário de trabalho CONCENSUAL, legal e apresentá-lo ao INEM, deixando assim o nosso futuro nas nossas mãos, e não nas mãos de quem nos quer dividir para reinar!

O STAE não é uma brincadeira, nem os TAE andam a brincar às reuniões e AG’s.

No meio de tudo, critica-se como sempre o mensageiro e não a mensagem!
Sejamos unidos, coerentes e acima de tudo práticos!

8h+8h+8h ou 7h+10h+7h? Ou nenhum deles?

Votem em consciência, tendo em consideração todos os colegas espalhados pelo País, mas sobretudo sejamos unidos.

Não vamos agora perder o que tanto custou a ganhar!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bombeiros querem urgências sempre para o INEM



Os bombeiros profissionais querem que os pedidos de socorro sejam encaminhados pelo INEM, mesmo nos casos que consideram não ser de risco de vida iminente. As corporações garantem que muitas situações são mal avaliadas, desde logo por serem efetivamente urgentes.
(Notícia com vídeo em RTP) 
"As pessoas dizem:

- Ligamos para o INEM, e o INEM mandou ligar para os Bombeiros.
- Isso não está correcto na minha opinião. O INEM quer considere urgente, quer não considere urgente, devia ser o INEM a dar indicação aos Bombeiros para sair, porque ganhávamos tempo (...)"
(Comandante Salvador Almeida - Bombeiros Sapadores de Gaia)

Ganha-se tempo sem dúvida, mas não só!

Garantem os Bombeiros (Sapadores de Gaia) que "existem assimetrias na assistência e populações com diferentes tipo de socorro"!?
Não vou escamotear estas afirmações por razões óbvias, limito-me a dizer que existem 2 SBV próprias do INEM (Gaia 1 e 2) e mais de 5 corporações de Bombeiros, onde cada uma pode ter mais de uma SBV em simultâneo na rua, para a zona de Vila Nova de Gaia.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

11 de Fevereiro - Dia Europeu do 112




Participantes:

Duarte Caldeira (Liga dos Bombeiros)
Pedro Coelho dos Santos (Departamento Comunicação e Imagem do INEM)
Maria Augusta Sousa (Bastonária da Ordem dos Enfermeiros)
Carlos Martins (PSP - Director Divisão Comunicações e Electrónica)


O programa acompanhou uma ambulância SBV (Lisboa 1) do INEM (ver no video ao minuto 60:10)

A este respeito e como já aqui falei, pode-se ver a distinção do Sistema Português do 112, no post de  9 de Novembro.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nem todo o jornalismo é mau!




Dois dias a acompanhar serviço do INEM
Um dia depois de ter sido divulgado um estudo do Tribunal de Contas sobre a prestação de serviço do INEM, o JORNAL das CALDAS acompanhou as tripulações que prestam socorro nas Caldas da Rainha.
Ao contrário daquilo que vem explanado no relatório, nas Caldas não há queixas quanto ao atraso ou eventual má prestação de serviço. Por aquilo que testemunhámos, ninguém reclamou por atraso dos meios, pelo contrário. A população apenas se lamenta no questionário ao pedir ajuda.
“São muitas perguntas”, disseram alguns populares, mas outros declaram que “são perguntas necessárias para uma boa triagem e para salvamos os nossos familiares”. Há quem diga ainda que poderiam fazer perguntas depois de mandarem meios para o local. “Deveria haver este acompanhamento até os meios chegarem à nossa porta”, sugeriu outro popular.
Neste acompanhamento de dois dias verificámos que a maior parte dos utentes da emergência pré-hospitalar são idosos e são as quedas em casa que mais preocupam os serviços de saúde.
Diabetes e hipertensão são outras causas de chamada dos socorristas, que também servem para combater a solidão dos idosos. Há pequenos gestos de que as pessoas necessitam e que sentem falta da parte dos seus familiares.

(Notícia completa em Jornal das Caldas)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O disparate do Tribunal de Contas.




O Tribunal de Contas (TC) emitiu no final do mês passado o relatório referente á auditoria efectuada ao INEM, onde entre outros disparates critica a demora no atendimento das chamadas por parte dos CODU, que é de 13 segundos quando deveria ser de 5.

Tendo em conta o relatório do TC, o facto de se estar a perder 8 segundos no atendimento da chamada nos CODU segundo o mesmo relatório, coloca em causa o socorro a vítimas urgentes.

E os MINUTOS que as centrais 112 (que não são da responsabilidade do INEM) demoram a atender?
E quantas vezes não atendem, obrigando os utentes a ligar 2 ou mais vezes, perdendo assim, não 8, mas 180 a 200 segundos?

É muito perigoso apontar o dedo ao INEM desta forma, quando o verdadeiro problema não está só no INEM.
Desde há muitos anos que um dos maiores problemas (no que diz respeito ás chamadas de emergência) está nas centrais 112, onde estão apenas 1 ou 2 polícias, a encaminhar as chamadas, por vezes quase sem conseguirem colocar o telefone no descanso tamanha é a trapalhada dos sistema e o afluxo de chamadas.
E o problema está nos CODU?

A capacidade de resposta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está aquém dos padrões internacionais, conclui uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) ao período entre 2007 e 2009. Segundo o estudo, os tempos médios de atendimento de chamadas situaram-se nos 14 segundos em 2007, 12 segundos em 2008 e 13 segundos em 2009, quando o tempo ideal definido pelo INEM era de 5 segundos”.
"Considerando que a qualidade da assistência aos utentes se inicia num contacto rápido e eficaz com o CODU, a existência de tempos de atendimento de chamadas significativamente superiores aos estabelecidos como referência e elevadas percentagens de chamadas não atendidas poderão resultar em consequências gravosas para os utentes"
Sem querer até tropeçaram na solução!
Outro problema que o TC "encontrou" foi o aumento de custos com o pessoal.
Ora se o INEM está a alargar os seus meios próprios (SBV, SIV e Heli’s), como é RECOMENDAÇÃO do próprio TC, faz todo o sentido que a despesa corrente com pessoal aumente.
Não estou a ver os Srs. doutores do TC a trabalharem de borla. Pois os TAE, TOTE, enfermeiros e médicos também não gostam de trabalhar para aquecer.

Uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) revelou que os custos com pessoal ascenderam, em 2009, a 24,1 milhões de euros, um crescimento de 84 por cento face a 2007. 


Já li grande parte do relatório do TC e realmente chorei.
Chorei de tristeza, e chorei a rir, pois muita coisa precisa de mudar no INEM sem dúvida, mas mais que isso precisava o TC de olhar, de ver o INEM com "olhos de ver", e não olhar para o INEM como se fossem apenas feito de números.

As pessoas não são números. E o INEM é feito de pessoas. Que lutam todos os dias por uma instituição mais digna, mais eficiente e mais responsável.
E que todos os dias evolui!

Lamentável ainda foi a forma como a comunicação social se aproveitou deste dito “relatório” para mais uma vez atacar o INEM e quem nele trabalha.
Mas como já cita o Presidente: “O que não nos mata torna-nos mais fortes.” F. Nietzsche 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SOMOS HOMENS!

Colaboradores do INEM
Hoje é um dia importante para este Instituto, com cerca de 30 anos de existência.
É um dia em que face às duras criticas efectuadas pelo Tribunal de Contas, no seu relatório sobre os anos de 2007-2009, já espelhadas na Comunicação Social, o INEM fica com as suas fragilidades completamente expostas e inegáveis. É um dia em que a reflexão critica se impõe como obrigatória.
É pois um dia em que temos a oportunidade de definimos o que somos: se um rato, que foge e se esconde; ou uma Instituição forte, responsável e ambiciosa, que aprende e evolui, continuamente, na sua maravilhosa Missão de ajudar o próximo, de salvar vidas humanas.
Sugiro pois que leiam o relatório supracitado. E chorem. Chorem muito. Chorem tudo. Chorem de vergonha, pelos eventuais erros cometidos. De raiva, pela injustiça de não ser valorizado devidamente tanto de bom e positivo que a casa tem. De indignação, porque afinal somos muito melhores do que éramos antes. Chorem até de solidariedade, como eu.
No final, limpem essas lágrimas (que de nada servem) e decidam: rato ou Homem?
Se tiverem decidido bem (e estou certo que sim) arregacem as mangas para uma nova e ambiciosa era de trabalho no INEM, em que cada dia contará como uma única e irrepetível oportunidade para fazermos algo de bom e positivo, e gritem, bem alto, a plenos pulmões: VAMOS MELHORAR O INEM!!!
Eu cá estarei, convosco, nessa luta. A dar a cara nos momentos bons e nos momentos menos bons. A defender a causa –emergência - em que acredito e pela qual luto há vários anos e a grande Instituição (INEM) na qual tenho o privilégio e a oportunidade de trabalhar. Cá estarei a tentar liderar-vos para um INEM melhor, dia-a-dia, contando com a preciosa colaboração de todos e com a força, capacidade e entusiasmo de cada um. E, principalmente, cá estarei a acreditar, sempre, incondicionalmente, no INEM e em todos os seus colaboradores.
PS- “Lição militar da Vida: O que não nos mata torna-nos mais fortes.” F. Nietzsche
Miguel Soares de Oliveira

Relatório do TC
Facebook oficial do INEM com mensagem do Presidente.

TAE - INEM

Para que se deixe de especular sobre a minha identidade, quero dizer que não faço parte dos Orgãos Dirigentes do STAE, nem sequer faço parte da Delegação Norte.
É lamentável que se tenha chegado ao ponto de acusar colegas sem provas, com o simples intuito de destabilizar.
Não estou a defender ninguém, senão a mim mesmo e espero que não se aproveitem deste post para lançar novas confusões!

Cumprimentos

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Novos horários...




Um horário profissional, dedicado e que obriga a escolher.

O INEM tem de ser cada vez mais encarado como um trabalho a tempo inteiro, e acabar com a ideia de que quem quer um part-time, quem quer estudar e ganhar algum ou quem quer acumular mais que um trabalho, pode vir para o INEM, que é tudo um "mar de rosas".

Pois bem, ficou definido na Assembleia Geral que o STAE vai defender no INEM a criação do horário 00:00 – 07:00 (Noite); 07:00 – 17:00 (Manhã); 17:00 – 24:00 (Tarde), com possibilidade de acumular apenas os turnos da tarde e noite (podem ser acumulados, já que são em dias diferentes), sendo que a escala será “corrida”, isto é igual para todos, igual em todo o lado, desde o inicio do ano até ao final, apenas com possibilidade de trocas.

Já que os turnos de 12H são ilegais (só não são para as carreiras especiais tais como Médicos e Enfermeiros), e a carreira TAE ainda não é uma carreira especial, e só poderá ser depois de criada a carreira TEPH, e como a maioria dos TAE não querem os turnos de 8H de volta, só nos resta chegar mesmo á conclusão que a maioria dos TAE quer o INEM como um trabalho sério e como carreira.

As 8H sempre privilegiaram quem tem mais que um emprego ou é trabalhador estudante. As 12H também nunca dificultaram as coisas, mas com este novo horário beneficia sem dúvida quem olha para o INEM com perspectiva de carreira e com seriedade.

Ainda não se sabe quando terá início este novo horário, mas coincidirá com a nova plataforma que vem substituir o “INEM.INFO”, até porque vai será necessário alterar o horário de funcionamento de meios INEM que estão neste momento com formato de 12H apenas.
Tal alteração, como é lógico, implica sempre alteração nos recursos humanos e logísticos, pelo que não deve ser uma decisão para breve.

Este horário NÃO é uma decisão do STAE.
É uma decisão dos TAE que estiveram HOJE na assembleia Geral. Quem não esteve presente NÃO PODE RECLAMAR! Quem não é associado, pode fazê-lo a nível individual.
Foram reunidas TODAS as condições pelos TAE's para aprovar este horário.

Não tenho tido muito tempo para escrever no blog, por motivos diversos, mas prometo que em breve volto com força, com algumas novidades e como sempre, com vontade de defender o nome de TAE.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Chaves dos mecos? Quais chaves?



Ora aqui está uma noticia que me parece... familiar...
Daquilo que eu conheço, as chaves de mecos que existem nas ambulâncias, nem sempre funcionam, isto quando existem!
Geralmente nessas situações, temos de dar "rodagem" ás macas...

(Notícia On-line)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Entrevista a Ricardo Rocha. TAE e Presidente do STAE




Numa “conversa informal”, Ricardo Rocha respondeu a algumas perguntas colocadas pelos seguidores do Blog TAE.



TAE - Porque criou o STAE?

RR - Primeiramente, é importante realçar que o STAE não foi criado só por mim, mas por um conjunto de TAE da Delegação do Porto, muitos deles, membros constituintes dos actuais orgãos sociais do STAE.
A necessidade de criação do STAE surge porque na altura da sua criação, sentia-se e verificava-se um clima de instabilidade laboral contínuo, onde se colocava em causa permanentemente os direitos dos TAE. Daí ser necessário criar, urgentemente, uma estrutura que nos defendesse e que nos fizesse sentir mais respeitados.


TAE - O INEM já se pronunciou com uma decisão final acerca da carreira TEPH?

RR - Quanto à decisão de criar os TEPH, essa já foi tomada e por várias vezes defendida e divulgada quer pelo Ministério da Saúde, quer pelo próprio INEM. Neste momento, apenas falta regular as nossas competências e, posteriormente, partir para a estruturação legal da carreira.


TAE - Vão coexistir TAE's e TEPH's?

RR - Sim, pois pode haver TAE que não queiram passar para TEPH. E esse desejo deve ser respeitado.


TAE - Como é que os profissionais já existentes vão transitar para TEPH?

RR - Essa transição ainda se encontra em aberto. O modelo proposto pelo STAE, passaria por cada TAE candidatar-se para efectuar a requalificação, garantindo que ao longo de três anos o INEM apenas aceitaria como TEPH os TAE requalificados.


TAE - A formação será em regime laboral ou fora do horário de trabalho? E quem assume os custos da mesma? Que modelo de formação TEPH defende?

RR - Como referi anteriormente, esse assunto ainda se encontra em aberto, mas não cabe ao STAE definir esse modelo, pois tal papel apenas compete aos estabelecimentos de ensino, responsáveis pela formação. Claro, que como qualquer formação, seja ela superior ou não, terá sempre de ser suportado pela parte mais interessada. Por isso, em última instância pode ser necessário que os TAE tenham que pagar a sua requalificação. Considero que isso é um investimento no futuro, pois para além de mais e melhor formação, adiciona-se um aumento salarial significativo.


TAE - A classe de enfermagem insiste que a carreira TEPH é uma usurpação das suas competências. O que tem a dizer sobre isso?

RR - Neste momento essa matéria encontra-se em discussão no grupo de trabalho criado pelo INEM, ao qual o STAE estará representado a partir deste mês. No entanto, o STAE já iniciou conversações com a OE, que apelando ao respeito pelo roteiro de trabalho não quis avançar com nenhuma posição ofical. Por isso, vamos aguardar pelas primeiras reuniões, para que desta forma o STAE perceba quais as competências que a OE considera que sejam alvo de usurpação.


TAE - Que visão tem sobre a nossa carreira, e sobre a evolução da mesma?

RR - A carreira dos TAE é muito básica, apenas ocupa meia página de um despacho do governo, isso é manifestamente pouco, para não dizer nada. Considero que é urgente a criação de uma carreira nova com um perfil e um quadro de competências próprio, tal como um código deontológico apropriado. Por exemplo, todos os TAE, encontram-se no nível 1, escalão 1, desde 2004. Considero que isto é pouco apelativo e muito injusto, mas efectivamente o quadro legal é tão pobre que quase não permite alterações, por isso defendo a criação da carreira de TEPH.


TAE - Como tem evoluído as relações entre enfermeiros e TAE’s desde que existe o STAE?

RR - Acredito que inicialmente possa ter havido um pouco de tensão entre alguns Enfermeiros e alguns TAE devido à criação do STAE. Mas com o decorrer do tempo isso tem vindo a diminuir. É importante fomentar momentos como, por exemplo, a reunião entre o STAE e a OE, em que o comunicado conjunto foi um avanço para a estabilização das relações entre os dois grupos profissionais, grupos esses, indispensáveis no panorama do PH.


TAE - Em relação ao BackOffice, como encara a coordenação de grupos de SBV’s por enfermeiros?

RR - O que é o BackOffice? É que ninguém é muito esclarecedor sobre este assunto.
Se me perguntam se devem ser outros profissionais a assegurarem a chefia e controlo dos TAE, claramente respondo que NÃO. Apenas os TAE podem ser os únicos responsáveis dos TAE, trabalhando eles em SBV , SIV, RN ou Motas, não se pode confundir a componente técnica com a componente laboral.


TAE - Em relação aos horários, pondera-se voltar aos turnos de 8h. Acha positiva essa mudança e qual a posição do STAE?

RR - Não tenho conhecimento que o INEM queira alterar os turnos para 8h, apenas o que nos foi dito é que turnos de 12h consecutivas são ilegais, para além de violar o direito comunitário.
O INEM iniciou um processo de negociação com o STAE sobre esta matéria, espera-se que no dia 28 de Janeiro já ser possível apresentar a proposta final do INEM à assembleia-geral do STAE.
E sendo o STAE o único representante legal de todos os TAE a nível nacional, a decisão da A.G. será sempre aquela que defenderemos, independentemente da minha opinião pessoal.


TAE - Sendo a nossa uma profissão de risco para quando o subsidio de risco?

RR - Neste momento essa matéria nem sequer foi alvo de atenção. Achamos que o mesmo deveria existir, mas para isso acontecer temos primeiro que ter uma carreira legal, digna e completa.


TAE - Porque é que o INEM não possui um seguro de acidentes de trabalho para os seus funcionários?

RR - Não é o INEM, mas sim toda a função pública. O STAE elaborou um manual de procedimentos sobre como actuar numa situação de acidente de trabalho, o qual foi enviado para todos os associados por e-mail e encontra-se na página oficial do STAE.


TAE - Está alguma coisa a ser feita para racionalizar critérios de activação e transporte por parte do CODU?

RR - Sim, e apelamos aos nossos associados que nos façam chegar via e-mail ou por correio todas as situações anómalas de transportes não urgentes.
Ainda nesta última reunião entre o INEM e o STAE, apresentamos uma queixa de um transporte efectuado de um centro de saúde com credencial. Mas quantas mais situações forem relatadas, mais e melhor se pode fazer.


TAE - O turno da noite tem direito a pausa legalmente estabelecida? Se não, porque? Se sim, como se traduz na prática?

RR - Todos os turnos, após 6 horas consecutivas de trabalho, têm 30 minutos de descanso obrigatório.


TAE - Aos 55 anos os TEPH podem aposentar-se. Mas até lá tem que ter 35 anos como TEPH? Acha exequível?

RR - A nossa proposta defendia os 55 anos, mas a do INEM colocou nos 60 anos. Não acho possivel, com o tipo de material que existe nas nossas ambulâncias, até me questiono sobre o como chegar aos 50 anos. Talvez, daqui a algum tempo vamos ter que reflectir não na carreira mas, sobretudo nas formas de operacionalização sem consequências físicas para os TAE, soluções como plataformas eléctricas nas ambulâncias, cadeiras que permitem descer degraus,...


TAE - Vai recandidatar-se a mais um mandato no STAE?

RR - Após alguma reflexão e conversas com as pessoas que me rodeiam, foi-me pedido para não sair neste momento crucial, numa altura crítica de negociações. Desta forma, achei por bem e por me ter comprometido com o projecto de TEPH, recandidatar-me. Agora só é preciso que os associados queiram a minha continuidade, para que o fim seja aquele que é ambicionado por todos, uma carreira digna e de qualidade que todos nós merecemos.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Reunião do STAE com o CD INEM




Conclusões da reunião entre o STAE e o CD INEM.

“Em relação à carreira de TEPH, o INEM informou o STAE que os trabalhos estão em andamento no grupo criado entre a Ordem dos Enfermeiros e o INEM, e acha que chegou a altura de incluir o STAE nos mesmos. Por isso, o STAE foi formalmente convidado para integrar esse grupo de trabalho para assim dar o seu contributo.”

Está reconhecido o papel dos TAE e em especial do STAE como parceiro importante e indispensável nesta matéria.

“Relativamente à contabilização errada das horas mensais de serviço, o CD do INEM informou o STAE que a contabilização correcta do horário mensal deve ser feita de acordo com o que o STAE tem vindo a defender: dias úteis da semana vezes sete horas.
Irá dar indicações claras a todos os Directores/Delegados Regionais para procederem desta forma.”
“Esta é uma vitória muito esperada e que apenas por outros interesses nunca foi aplicada.”
“Relativamente ao horário de trabalho, o INEM irá propor um novo horário antes da Assembleia-Geral do STAE para que os seus associados possam dar a sua opinião, mas salvaguardando quer a legalidade quer também os interesses dos seus funcionários.”

Ficamos a aguardar alternativas às 8 e 12h. Será que voltamos às 8h e podemos acumular 2 turnos consecutivos?
Seja qual for o horário a adoptar, a certeza é que se as 12H forem abolidas, vamos ter novas alterações relativas às horas de funcionamento de diversos meios, já para não falar dos colegas que fazem serviço CODU e Ambulância. E o CODU? Vai continuar com 8H?
De lembrar que quem se deseje pronunciar/fazer ouvir relativamente a este assunto, DEVERÁ estar presente na próxima assembleia geral do STAE!

“Em relação à criação do SAE, o INEM informou o STAE que muito brevemente iniciará o grupo de trabalho para a definição do mesmo, e o STAE, uma vez mais, será um dos parceiros desse mesmo grupo de trabalho.”
“Em relação à ausência de compensações de turnos extras e feriados de 2005 a 2010, está a ser feito um levantamento exaustivo a todos os TAE. e no final do trimestre, serão informados os valores e horas em dívida, salvaguardando desde já o acerto para essa altura do pagamento em falta do subsídio de turno no subsídio de férias de 2009.”
“Relativamente ao estatuto de trabalhador-estudante, o CD do INEM concordou com a argumentação do STAE relativamente à situação da contabilização errada das 7 horas em turnos de 12 horas, dando a indicação que iria informar as Delegações com retroactividade de Janeiro de 2011, que a todos esses turnos fossem creditados 12 horas.”
“Quanto à falta de fardamento, foi feito um levantamento do fardamento existente, tendo o CD do INEM dado já indicações para a sua distribuição imediata. O STAE informou que até agora nenhum fardamento foi entregue e que deveriam acelerar este processo.”
“Relembramos o INEM sobre a situação da necessidade de regularização dos averbamentos das cartas, O CD do INEM disse estar a estudar essa situação de forma a dar resposta cabal e legal, dentro dos prazos permitidos. Informamos que nenhum TAE deverá pagar esse mesmo averbamento.”

A resolução é bem clara: “nenhum TAE deverá pagar esse mesmo averbamento”

Conclusões da reunião entre STAE e OE




O STAE reuniu esta semana com a OE, pela primeira vez.
Esteve em cima da mesa a nova carreira TEPH.

Na reunião com a OE, a mesma afirmou que:

“Considera importante o desenvolvimento de todas a profissões do pré‐hospitalar (P.H.), pelo que não se opõe ao incremento da formação e consequente melhor preparação de todos os atores do P.H., bem como reafirmou nada ter a opor ao desenvolvimento da carreira dos TAE”
(…)
“A OE partilha da preocupação do STAE relativamente ao ambiente de trabalho por vezes vivido dentro do INEM entre TAE e Enfermeiros, já que o mesmo não tem contribuído, em muitos momentos, para o bom desempenho de todos, considerando que em larga medida, a actuação da anterior direcção do INEM e do próprio Ministério da Saúde, foram susceptíveis de favorecer a conflitualidade que se verificou;
A OE considera necessário desenvolver um caminho que leve a soluções e entendimentos nesta matéria tendo salientado a importância de reflectir sobre o SIEM enquanto estrutura verdadeiramente integrada, considerando‐se que actualmente, o mesmo não contém todos os elementos necessários para tal.”
(…)
“A OE frisou ainda que, perspectivando‐se a criação de uma nova profissão, será necessário respeitar o ordenamento legal necessário a este efeito, bem como o envolvimento dos diversos actores.
A OE partilha inteiramente que os TAE respondam perante os seus pares, numa perspectiva de que em cada carreira, a dignidade exige uma estrutura própria, que favoreça também a regulação da actividade;
A OE não se pronunciou em concreto sobre quais os pontos de discórdia, salvaguardando no entanto, que atendendo a que toda a intervenção na Emergência Pré‐hospitalar, deverá ter por objecto um melhor socorro às vitimas, se esforçará para contribuir para a construção de uma plataforma consensual, que aproveite ao melhor desempenho de todo o sistema. A OE considerou que, por razões de ordem ética que presidem ao relacionamento institucional, atendendo a que está a desenvolver um trabalho com o INEM relativamente ao perfil de competências do TEPH, não poderá pronunciar‐se sobre esta matéria junto do STAE, sem que esse trabalho esteja concluído junto do INEM.”
Por seu lado, para o STAE ficou claro que:
“O STAE está fortemente empenhado na criação da carreira de TEPH e que procura o entendimento com todos os parceiros do SIEM em particular com a OE;
Porém o STAE só aceita que a OE se pronuncie relativamente ao perfil de competências, e está interessado em discuti‐lo com os Enfermeiros;
A inclusão dos Enfermeiros no processo formativo é determinante e o STAE nunca defendeu a exclusão dos enfermeiros do P.H. dando vários exemplos de comunicados de imprensa em que a permanência dos enfermeiros no PH ao nível dos meios SAV era indispensável;
A criação da carreira TEPH visa dotar os actuais prestadores de cuidados de formação e competências para níveis internacionalmente reconhecidos;
Segundo o STAE, não seria justo exigir uma licenciatura em enfermagem acrescida de formação específica e complementar para todos os que quisessem vir a exercer funções no P.H.. A OE não concorda com esta perspectiva;
O STAE lamentou especialmente o facto de a OE não ter querido discutir em concreto o perfil de competências do TEPH pois este era para si o ponto mais importante da reunião, no entanto, aceitou os argumentos apresentados;
Ambas as partes no final da reunião relevam este momento de trabalho e a cooperação agora empreendida, uma vez que ambas as organizações entendem que tudo o que possa ser feito no sentido de melhorar o socorro das vítimas, acresce valor á Emergência Pré‐hospitalar.
O O.E. considerou ainda que poderá ser importante a inclusão do STAE no roteiro de trabalhos que está a decorrer junto do INEM, se o grupo conjunto assim o entender e congratulou‐se com a disponibilidade do STAE para este efeito e pela procura de uma plataforma de entendimento em nome das vítimas, facto que o STAE igualmente sublinhou.”

Finalmente a OE reuniu com o STAE, e entendeu que é absolutamente necessário o aumento de formação e competências dos TAE.
Relativamente ao conteúdo funcional não se pronunciou para já, mas nessa discussão que ocorre entre INEM e OE, é agora admitido o STAE como parceiro indispensável nessa discussão.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

INEM recorre a parcerias para racionalizar meios técnicos e humanos



"Inter-Hospitalar pediátrico"
Como já se vinha a falar há algum tempo, agora no Norte com equipas do H. S. João no Porto. 
"Operacionalidade de 100% em todos os meios INEM" 
"Colocação de GPS nas viaturas"
De referir que os equipamentos GPS e respectivos terminais, já estão instalados em grande parte das ambulâncias há alguns anos, mas só agora se encontram activos. Uma actuação que só peca por tardia.

"Novas ambulâncias"
10 viaturas a serem preparadas para o Instituto.


Em 3 meses, pode-se dizer que o trabalho do actual Presidente do INEM é "visível", mas não podemos esquecer que algumas das medidas agora adoptadas, já estão estudadas e preparadas há algum tempo, mas só agora houve vontade de as colocar no terreno. Chama-se a isso INTERESSE na Instituição e vontade de trabalhar mais e melhor.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Capacitar Portugal com qualidade no Pré-Hospitalar



Mais Técnicos, mais enfermeiros e mais viaturas!
Não basta contratar, é preciso formar!

Ricardo Rocha presidente do STAE:
Técnicos de Ambulância de Emergência pedem mais formação
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência, Ricardo Rocha, aplaude a contratação de 87 técnicos de ambulância, mas avisa que é preciso dar formação a estes profissionais. É desta forma que os técnicos reagem ao anúncio feito à Antena 1 pelo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Miguel Soares Oliveira, de abertura de concurso para quase 90 técnicos de ambulância.

(Notícia com audio)

Miguel Oliveira, Presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica:
"...o técnico tem de fazer mais do que faz hoje para darmos um passo qualitativo no socorro e melhorar a cobertura da rede" 
(Notícia completa com video)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Entrevista ao Presidente do STAE.

Durante os próximos dias, irei publicar uma pequena entrevista ao Sr. Presidente do STAE, Ricardo Rocha, abordando temas do interesse de todos, desde a carreira, negociações, posições assumidas etc.

Tendo em conta que neste blog se "ouvem" algumas vozes de apoio e outras de contestação, resolvi colocar este post, para que TODOS possam colocar questões que gostassem de ver respondidas pelo Sr. Presidente.

Para esse efeito, quem quiser pode enviar POR E-MAIL as suas perguntas.
Após reunir todas as questões, e respectivas respostas colocarei a entrevista on-line.
Agradeço que enviem as questões até ao próximo Sábado.

inem.tae@gmail.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

TEPH. Uma realidade!

"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"


Desde o inicio da criação da proposta da carreira TEPH que existem vozes discordantes no que diz respeito á criação da mesma, e aos seus conteúdos funcionais.

A voz mais ouvida tem sido a dos enfermeiros, pela OE e pelos seus sindicatos, ao invés dos restantes parceiros, tais como Ordem Médicos, INEM, MS etc.

Durante tanto tempo atiraram-nos pedras, numa tentativa de nos denegrir, humilhar e prejudicar. Em vão...

"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"

Aquando da proposta da carreira para TEPH, todas as entidades estiveram sentadas á mesa com o STAE (autor da proposta conjunta com a ANTEPH) excepto a Ordem dos Enfermeiros, mesmo tendo sido pedidas reuniões pelo STAE.

Durante este mês de Dezembro que agora acaba, decorreram algumas reuniões no INEM, nomeadamente entre INEM e OE e SEP.
Pouco ou nada se sabe sobre o resultado dessas reuniões, tendo inclusive sido comentado por algumas pessoas que a conclusão das reuniões era só uma: o fim dos TEPH.
Não podiam estar mais errados. Cedências tiveram de ser feitas certamente de parte a parte, mas com um único objectivo: a criação dos TEPH.

Seria errado estar a “adivinhar” o conteúdo dessas reuniões, até porque o próprio SEP nada divulgou, muito menos o INEM.

Mas não será difícil perceber que os resultados foram bons.

E para comprovar isso mesmo, Janeiro vai ser sem sombra de dúvidas o mês mais importante para os TEPH. E digo TEPH e não futuros ou potenciais TEPH. Porque já não existem dúvidas!

Em Janeiro o STAE vai reunir com a Ordem dos Enfermeiros e com o INEM, não para discutir se os TEPH vão ou não ser uma realidade, mas para se falar sobre o conteúdo funcional.

Agora não existem dúvidas! O trabalho, o sofrimento, o suor compensaram. Não só do STAE (mas principalmente) mas de todos os que se mantiveram unidos! Não daqueles “desertores” que nunca acreditaram que o STAE era capaz, que nós éramos capazes, que os TEPH já são uma realidade! Contra muitos e não contra todos!

Hoje lia num blog “MORTE AOS TEPH”!
A minha resposta é: Nunca estivemos tão bem de saúde, obrigado!

A realidade é esta: a Ordem dos Enfermeiros vai finalmente entrar para a mesa de negociações com o STAE e INEM, para ser finalmente reconhecido aquilo que sempre se negou: TÉCNICOS DE EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR em Portugal SIM!

Janeiro. É o fim de uma longa caminhada, mas também o inicio de uma ainda maior.

Por isso, agora e mais que nunca, nós TAE e futuros TEPH, vamos manter a calma, manter a cabeça erguida e sorrir, confiantes que a luta compensou!
Garanto-vos que assim é!

Não posso deixar de dar umas palavras ao STAE e a todos os dirigentes e associados:

PARABÉNS E OBRIGADO!

OS TEPH já estão para ficar!

BOM ANO, BOAS ENTRADAS! Até para o ano.